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Últimas notícias sobre Ciência e Saúde, com todas as novidades do mundo científico, avanços da medicina e informações para a manutenção de uma vida saudável.
  1. Mariecurie
    Leitores da revista BBC World History elegeram mulheres com maior impacto na história mundial, como cientistas e ativistas Marie Curie conduziu pesquisas pioneiras sobre radioatividade BBC Leitores da revista BBC World History elegeram as mulheres com maior impacto na história do mundo. Para eles, a maior delas foi Marie Curie (1867-1934), cientista que conduziu pesquisas pioneiras sobre radioatividade e ajudou a desenvolver o raio-X. Ela tornou-se a primeira pessoa a ganhar dois prêmios Nobel. Outra das mais votadas foi Rosa Parks (1913-2005), presa nos Estados Unidos por ter se recusado a ceder seu lugar no ônibus a um homem branco em 1955. Seu protesto foi símbolo do movimento pelos direitos civis nos EUA. Emmeline Pankhurst (1858-1928) foi uma das fundadoras do movimento britânico pelo sufragismo. Líder carismática, deu início ao movimento em massa que deu às mulheres o direito de votar. Emmeline Pankhurst, fundadora de grupo que lutava pelo direito de voto feminino, em foto feita em 1º de janeiro de 1908 AFP Muitos dizem que Ada Lovelace (1815-1852), uma pioneira da computação, foi a primeira "programadora" do mundo. Ela e o inventor Charles Babbage trabalharam em sua ideia de uma “máquina analítica” nos anos 1800. A pioneira da Ciância da Computação Ada Byron, condessa Lovelace, em pintura de Margareth Sarah Carpenter Reprodução A pesquisa de Rosalind Franklin deu em uma das mais importantes descobertas da ciência moderna. Em 1952, ela ajudou a criar uma imagem que permitiu entender a estrutura de dupla hélice do DNA. Outras na lista são a princesa Diana, Madre Teresa e Indira Gandhi. Princesa Diana durante recepção na Alemanha, em novembro de 1987 AP Photo/Herman Knippertz, File Madre Teresa em foto de 1985, em Hong Kong REUTERS/Andrew Wong Em 1983, Mubarak comprimenta a primeira-ministra indiana Indira Gandhi em uma cúpula de líderes em Nova Déli, na Índia. File/AP
  2. Whatsapp Image 2018 08 20 At 09.13.16
    Falta de planejamento e de conhecimento sobre o que fazer com frutas, legumes e verduras são algumas das explicações para o desperdício. Conheça a técnica de 'branqueamento' dos alimentos Frutas, verduras e legumes. Alimentos que faltam no nosso prato de todo dia, mas estão em muitos lixos brasileiros. Mas o que fazer para evitar o desperdício? Esse foi o tema do Bem Estar desta segunda-feira (20). Congelar pode ser uma opção, como mostraram as convidadas do programa Milene Massaro, nutricionista da secretaria da Agricultura de São Paulo, e Fabiane Câmara, engenheira de alimentos da Ceagesp. Veja receitas com hortaliças Falta de planejamento e de conhecimento sobre o que fazer são algumas das explicações para o desperdício. Augusto Carlos/TV Globo Falta de planejamento e de conhecimento sobre o que fazer com frutas, legumes e verduras são algumas das explicações para o desperdício. Na hora de comprar, opte pelo pouco e mais vezes. O ideal é saber antes o que você vai comer, usar, planejar o cardápio antes de comprar. O congelamento também uma saída, mas é preciso cuidado. Uma dica é congelar sempre no formato e porção a ser utilizada. Hortaliças aromáticas, como salsinha, cebolinha, coentro, orégano podem ser congeladas em forminhas de gelo acrescentando azeite e utilizadas diretamente nas preparações. Como congelar ervas? Bolo de couve 3 ovos médios 1 colher (chá) de café pronto 1 maço de couve 3 cebolas médias 3 dentes de alho médios 1 xícara (chá) de leite 1 xícara (chá) de óleo 1 colher (sopa) de açúcar 2 colheres (sopa) de sal 1 e 1/2 envelope de fermento biológico seco 9 e 1/4 xícaras (chá) de farinha de trigo Retire uma gema de um dos ovos, passe na peneira, misture com o café e reserve. Lave as folhas de couve e reserve. Lave, descasque e corte em pedaços grandes as cebolas e os dentes de alho, ferva-os no leite e deixe amornar. Lave as folhas de couve. Em seguida, bata no liquidificador juntamente com o óleo, o açúcar, o sal, os 2 ovos inteiros e a clara e as folhas de couve. Despeje a mistura em uma vasilha, adicione o fermento seco misturado com um pouco de farinha e mexa bem. Acrescente a farinha de trigo aos poucos, mexendo sempre com uma colher. Quando a massa começar a desgrudar do fundo da vasilha, transfira para uma bancada polvilhada com farinha e sove a massa no sentido de fora para o centro, acrescentando e incorporando farinha aos poucos até que fique lisa, homogênea e não grude mais nas mãos. Faça uma bola com a massa, coloque em um recipiente plástico com tampa e deixe descansar em temperatura ambiente por 1 hora ou até que dobre de tamanho. Depois de crescida, divida a massa em 2 partes iguais. Com um rolo, modele cada metade no formato de um retângulo, enrole como um rocambole e coloque nas formas de bolo inglês, untada e enfarinhada. Pincele com a gema com café e leve ao formo médio por aproximadamente 40 minutos. Corte em fatias e sirva. Geleia de tomates 1 kg de tomates maduros 300g de açúcar cristal suco de 1/2 limão Corte os tomates em 4 e remova as sementes. No liquidificador, bata os tomates picados com um pouquinho de água até ficar homogêneo. Passe o conteúdo do liquidificador por uma peneira bem fina. Em uma panela grande, junte a polpa de tomate com o açúcar e o suco de limão. Leve para cozinhar em fogo médio e misture bem até começar a levantar fervura. Diminua o fogo e cozinhe por cerca de 30 minutos, até engrossar. Coloque a geleia em potes de vidro esterilizados e guarde na geladeira. Refresco de pêssego com alface Para os cubos de laranja com alface 5 folhas grandes de alface lisa 6 laranjas grandes Higienize e pique as folhas de alface e reserve. Higienize e esprema as laranjas, reservando o suco. Bata no liquidificador o suco de laranja e a alface reservados e despeje em uma forma para gelo. Leve ao congelador por 3 horas ou até endurecer. Para o suco de pêssego 3 pêssegos grandes 2 xícaras (chá) de água Bata os pêssegos com a água por 2 minutos e reserve. No momento de servir, distribua os cubos de suco de laranja congelados em 3 copos, despeje o suco de pêssego e sirva. Bolo de abobrinha 2 xícaras (chá) de abobrinha italiana picada 3 ovos 2 xícaras (chá) de açúcar 1 xícara (chá) de óleo 1 colher (chá) de essência de baunilha 3 xícaras (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fermento em pó Bata no liquidificador a abobrinha, os ovos, o açúcar, o óleo e a baunilha. Em uma tigela misture a farinha de trigo e o fermento, acrescente a massa e mexa delicadamente. Coloque em assadeira untada e enfarinhada e leve em forno médio, preaquecido por 35 minutos ou até dourar. Canapé de tomate cereja e ricota 30 tomates cereja grandes 1/4 de cebola 5 nozes 1 ramo de salsinha 3 folhas de manjericão fresco 1 xícara (chá) de ricota fresca 1 colher (sopa) de azeite de oliva 1 colher (chá) de sal Higienize os tomates, corte a tampa e um pequeno pedaço da parte de baixo (para que o tomate fique em pé) e com uma faca pequena, pelo lado que foi retirado a tampa, tire a polpa. Lave, descasque e rale a cebola. Pique as nozes em pedaços pequenos. Higienize e pique a salsinha e o manjericão. Esfarele a ricota com um garfo e misture o azeite, as ervas e a cebola, misture bem. Acrescente o sal e as nozes. Recheie os tomates com a ricota temperada e sirva. Panqueca Massa 1 xícara (chá) de casca de abóbora lavada e picada 2 xícaras (chá) de leite desnatado 2 colheres (sopa) de azeite 1 ovo médio 1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo integral 2 colheres (sopa) de quinoa em flocos 2 colheres (sopa) de farinha de linhaça dourada Cozinhe a casca de abóbora. Coloque todos os ingredientes no liquidificador, começando pelos líquidos, e bata até obter uma massa homogênea. Unte uma frigideira antiaderente com azeite e em fogo médio despeje uma camada fina de massa, quando desgrudar do fundo da frigideira vire e asse do outro lado. Realize esse procedimento até finalizar todo o conteúdo do liquidificador. Lave e descasque o alho e a cebola. Esprema o alho e pique a cebola. Doure o alho e a cebola no azeite, refogue os talos de brócolis e acrescente o sal. Esfarele a ricota e misture ao refogado. Molho 6 tomates médios 1 dente de alho médio 1/2 cebola pequena 1 colher (sopa) de azeite 1 colher (chá) de sal Lave os tomates e coloque em água fervente até soltar a pele. Despele os tomates e bata-os no liquidificador. Descasque, lave e pique o alho e a cebola. Aqueça o azeite, refogue a cebola e o alho e acrescente o molho de tomate. Coloque o sal e deixe no fogo até o molho apurar. Recheio 1 dente de alho médio 1/2 cebola média 1 e 1/2 colher (sopa) de azeite 2 xícaras (chá) de talos de brócolis lavado e picado 1 colher (chá) de sal 400g de ricota
  3. Sexualidade E Genero 14 08 18
    Nos últimos 10 anos, foram 474 procedimentos cirúrgicos em transexuais e travestis, de acordo com levantamento do Ministério da Saúde. Médicos relatam equipe e estrutura insuficientes para atender ao público de transgêneros. Pelo menos 288 pessoas trans estão inscritas em listas de espera para cirurgias envolvendo transição de gênero nos cinco hospitais habilitados pelo SUS que oferecem estes tipos de procedimentos na rede pública de saúde. Os números foram calculados com base nas respostas das instituições obtidas pelo G1 por meio da Lei de Acesso à Informação e pelas assessorias de imprensa. O Processo Transexualizador, no SUS, foi criado em 18 de agosto de 2008, a partir de uma portaria do Ministério da Saúde. Dez anos depois, no entanto, médicos ouvidos pelo G1 relatam que as equipes ainda são reduzidas e que não há profissionais suficientes para aumentar o número de cirurgias por mês. Em geral, a média é de apenas uma ou duas cirurgias por mês em cada instituição. Parte dos médicos diz ainda que o número de hospitais que fazem as operações precisa aumentar para um paciente não ter de viajar, por exemplo, de Feira de Santana (BA), para fazer o procedimento em Porto Alegre (RS). “As pacientes e os pacientes fazem dois anos [de acompanhamento] e estão prontos [para a cirurgia], mas não adianta eles estarem prontos porque a gente não consegue dar vazão. A gente não consegue fazer quatro, seis cirurgias por mês, mas só uma cirurgia. Esse é o problema. Se a gente tivesse duas ou três equipes, eles não precisariam esperar tanto”, diz a ginecologista Mariluza Terra, que trabalha há 19 anos com a saúde da população trans no Hospital das Clínicas da UFG, em Goiás. Em depoimentos enviados em vídeo ao G1, transexuais e travestis falam sobre a transição de gênero Nos últimos dez anos, o governo federal pagou 474 procedimentos cirúrgicos a transgêneros. Isso não significa, porém, que 474 pessoas trans foram operadas desde 2008 na rede pública. A cirurgia de redesignação sexual (que adequa a genitália ao gênero da pessoa), por exemplo, costuma exigir mais de um procedimento. Essa operação é considerada “o maior sonho” da maioria das mulheres trans que recorrem aos hospitais públicos, embora nem todas queiram necessariamente fazer mudanças irreversíveis no corpo. Processo Transexualizador no SUS Ou seja, depois de 10 anos, há apenas cinco unidades habilitadas pelo SUS e que oferecem as cirurgias. Elas estão localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Recife e Rio Grande do Sul. A unidade mais recente é o HC de Recife, que está habilitado pelo SUS desde outubro de 2014 e ainda é a única instituição no Nordeste. Não há unidade na Região Norte. Há, porém, atendimentos ambulatoriais a pessoas trans em hospitais de outras capitais. Essas unidades oferecem, por exemplo, acompanhamento psicológico e endocrinológico ao público. Seis estão credenciadas pelo SUS e outras 18 iniciativas funcionam por iniciativa do governo estadual ou municipal. Dessas 18, sete estão no estado de São Paulo. Apenas três unidades no Brasil fazem acompanhamento preventivo, com foco em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. Uma das unidades está na capital de São Paulo; outra, em Campinas; e a terceira, em Porto Alegre. Unidades hospitalares Dos cinco hospitais habilitados pelo SUS que fazem as cirurgias em transgêneros, os dados do Ministério da Saúde mostram que, nos últimos 10 anos, 153 procedimentos foram realizados no Hospital das Clínicas de Porto Alegre; 118 no HC da Faculdade de Medicina da USP; 88 no HC da UFG, em Goiás; 68 no Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio; e 47 no HC de UFPE, em Recife. O chefe do serviço de urologia do HC de Porto Alegre, Tiago Elias Rosito, afirma que o número de cirurgias no hospital deve ser ainda maior que o informado pelo Ministério da Saúde. Ele conta que a instituição faz, no mínimo, duas operações por mês – sempre em uma mulher trans e em um homem trans. O público atendido é “o mais variável possível”, com diferentes idades e níveis socioeconômicos. Em agosto, por exemplo, a equipe operou uma mulher trans de quase 60 anos. O hospital opera mulheres transexuais desde o fim da década de 1990, quando o Conselho Federal de Medicina autorizou e criou regras para o procedimento no Brasil. O texto publicado em 1997 diz que um transexual deve obedecer a alguns critérios ("desconforto com o sexo anatômico natural" e "desejo expresso de eliminar os genitais, perder as características primárias e secundárias do próprio sexo e ganhar as do sexo oposto", por exemplo) e, para a cirurgia, ter o mínimo de 21 anos. Transgênero é a pessoa que se identifica com o gênero oposto ao qual ela nasceu. Não há relação com orientação sexual. Alexandre Mauro / G1 O procedimento, porém, só foi incorporado ao SUS em 2008, o que permitiu que o número de cirurgias aumentasse ao longo dos anos. “Nós operávamos aqui no HC baseado num convênio que tínhamos com a Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul. Isso muito antes de o SUS cobrir esse tipo de procedimento, e está aí o nosso pioneirismo”, afirma Rosito, cirurgião-chefe do Programa de Transtorno de Identidade de Gênero do HC de Porto Alegre. A primeira cirurgia no país, porém, ocorreu em 1971 pelo cirurgião Roberto Farina. Ele chegou a ser condenado, porém, cinco anos depois por fazer o procedimento. Farina também fez a primeira cirurgia em um homem transexual no Brasil – o paciente foi o psicólogo e escritor João Nery, autor do livro “Viagem solitária – memórias de um transexual 30 anos depois”. Já a primeira cirurgia de redesignação sexual na rede pública no Brasil foi realizada em 1998, no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas. Na época, o procedimento só foi possível após a resolução 1482/97 do Conselho Federal de Medicina. A primeira mulher trans a ser operada pela rede pública de saúde foi Bianca Magro, em 1998. “É um alívio. É o alívio de você olhar para baixo e não ver nada. Então você olhar e não ver e se sentir inteira é um complemento. Não para ninguém. Não para o homem. É um complemento para mim como mulher. (...) Foi uma luta porque era ilegal no país, não tinha uma legislação. Eu tive que entrar na Justiça com todos os meus laudos provando que eu era [transexual] para ter autorização para fazer a primeira cirurgia”, disse Bianca, em entrevista ao Fantástico, em março de 2017. A primeira operação pelo SUS Cirurgias desejadas A redesignação sexual masculina (cirurgia que transforma o pênis e os testículos em uma vagina) é o procedimento mais procurado pelos pacientes que participam do Processo Transexualizador do SUS. Também foi a primeira cirurgia para trans a ser oferecida pelo SUS. No levantamento do Ministério da Saúde, essa operação consta também como a cirurgia mais frequente nos últimos 10 anos. Foram 415 procedimentos (87,6% do total). Segundo Tiago Elias Rosito, a técnica “padrão-ouro”, ou seja, a técnica “mais testada e mais comprovada” é a inversão peniana. A vagina é construída a partir do pênis; e o clitóris, a partir da glande (cabeça do pênis). Rosito diz que a técnica evoluiu nos últimos 50, 60 anos e que é a técnica mais usada no mundo para esse tipo de cirurgia. O procedimento é de alta complexidade. A ginecologista Mariluza Terra, do HC da UFG, lembra que, após a redesignação sexual, a mulher trans precisa fazer a dilatação para o canal vaginal ganhar profundidade e elasticidade. Segundo Mariluza, essa etapa é “extremamente dolorosa” e as pacientes “são preparadas para isso”. “Se elas não dilatam, a vagina fica curta, não fica flexível ou elástica. E, se não dilatar mesmo, ela fecha totalmente. É serviço perdido. Isso é avisado antes do processo”, afirma. Quando a paciente não segue todas as recomendações dos médicos, como a dilatação do canal vaginal, ela pode ter complicações depois da cirurgia. No livro “O nascimento de Joicy”, por exemplo, a jornalista Fabiana Moraes acompanha uma mulher trans que passa pela transição de gênero e faz a cirurgia de redesignação sexual. Ela enfrenta, porém, complicações no pós-operatório, e a situação fica ainda mais difícil porque ela morava no município de Alagoinha, uma pequena e pobre cidade no interior de Pernambuco, a mais de 200 km de Recife – onde fazia o procedimento e o acompanhamento pós-operatório. A segunda cirurgia mais comum, de acordo com os números do Ministério da Saúde, é a plástica mamária reconstrutiva bilateral, incluindo prótese mamária de silicone. O procedimento é feito em mulheres trans. No total, foram 23 procedimentos (4,9% do total). A maioria foi em São Paulo (14), seguido por Porto Alegre (7), Rio de Janeiro (1) e Recife (1). O levantamento mostra ainda que houve 18 cirurgias de retirada do útero, dos ovários e da vagina (histerectomia com anexectomia bilateral e colpectomia). Foram 9 operações em Porto Alegre, 5 no Rio de Janeiro e 4 em São Paulo. A portaria do Ministério da Saúde que passou a oferecer o procedimento para homens trans é de novembro de 2013. Ou seja, completa 5 anos daqui a três meses. A retirada das mamas (mastectomia simples bilateral), também oferecida para homens trans, foi mais frequentes nos hospitais de Recife (7), São Paulo (4), Rio de Janeiro (3), Porto Alegre (2). Somadas as operações desse tipo, foram 16 cirurgias. O procedimento chamado de tireoplastia (redução do pomo de adão para feminilizar a voz e alongar as cordas vocais), para mulheres trans, foi feito apenas duas vezes, segundo o Ministério da Saúde. Ambas as vezes no HC da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. Nem sempre a pessoa trans deseja fazer cirurgias na genitália – o que acontece, principalmente, no caso de homens trans. O ativista trans Buck Angel, por exemplo, prefere ser identificado como “um homem com uma vagina”. Ele é um homem trans, mas não fez a cirurgia de redesignação sexual. Buck Angel esteve no Brasil para a 1ª edição da Conferência Internacional [SSEX BBOX], que discute gênero e temas LGBTs, em novembro de 2015, em São Paulo. Desde junho deste ano, a transexualidade não está mais na lista de doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a entidade, a transexualidade passa a integrar como “incongruência de gênero" a categoria denominada “condições relativas à saúde sexual”. Fila para cirurgia pelo SUS Das 288 pessoas trans que estão na lista de espera para fazer uma cirurgia, 80 estão na fila do HC da FMUSP; 70 na fila do HC da UFPE; 70 na fila do HUPE; 50 na fila do HC de Porto Alegre; e 18 na fila do HC de Goiânia. Os dados foram enviados pela Lei de Acesso à Informação (RJ, GO e RS) e por assessorias de imprensa (PE e SP). Todos os médicos ouvidos pelo G1 dizem que, para atender a toda a demanda, a equipe precisa de reforços. Em Goiânia, por exemplo, a ginecologista Mariluza Terra conta que há apenas um profissional de cada especialidade. Recentemente, diz Mariluza, um ginecologista que era dedicado exclusivamente para o atendimento da população de transexuais e travestis deixou a equipe. A ginecologista afirma ainda que, para tentar reduzir a fila de espera, tem organizado mutirões, com médicos de outros setores. Assim, conta a médica, em 5 de maio deste ano, foi realizada uma série de cirurgias de redesignação complementar (para retoques, correções). Os pacientes atendidos na instituição são, principalmente, do próprio estado. “É doloroso a pessoa se olhar no espelho e não reconhecer aquele corpo como sendo dele ou dela. É uma dor intensa, diária, de 24 horas, e ninguém imagina isso. Só a gente realmente que está trabalhando há tanto tempo que consegue identificar e mensurar o tamanho dessa dor. A gente precisava sensibilizar mais médicos para trabalhar com essa população e aliviar um pouco essa dor”, diz Mariluza. A sensibilização de outros profissionais também é uma das tarefas assumidas pelo ginecologista José Carlos de Lima, do Hospital das Clínicas da UFPE. No momento, conta o médico, cinco profissionais estão em treinamento e devem formar uma nova equipe. Apesar disso, ele reconhece que parte dos médicos não se envolve por causa da “formação pessoal e familiar” ou por questões religiosas e culturais. “Há um estigma infelizmente muito grande. No HC, a gente tem de trabalhar essa questão desde o profissional da portaria até o cirurgião e o clínico que vão acompanhar o paciente para que não ocorra nenhum tipo de constrangimento. A gente pretende trabalhar o hospital como um hospital amigo nessa questão da transexualização”, diz Lima. Para o psiquiatra Miguel Chalub, o baixo número de cirurgias por mês no Hospital Universitário Pedro Ernesto também cria um “verdadeiro engarrafamento”, com pacientes que se queixam, vão à Ouvidoria e até recorrem à Justiça para pedir o procedimento. Chalub estima que acompanha cerca de 100 transexuais e que, dentre os pacientes, muitos são da região Nordeste e de Minas Gerais. O psiquiatra ainda afirma que a maioria não tem condições financeiras para pagar as cirurgias e que, por isso, permanece na lista de espera. Ele conta que parte dos pacientes transexuais foi expulsa de casa e chegou a morar na rua, além de ter enfrentado discriminação e dificuldades amorosas. “Outros começam a juntar dinheiro para fazer particular. Não é muito frequente porque a população em geral é de classe média baixa ou pobre. A cirurgia custa uns R$ 40 mil, 45 mil, então as pessoas não têm condições de fazer e ficam aguardando chegar a vez na cirurgia”, diz Chalub. “É um problema de saúde pública. Nós precisamos de mais centros no país. Nós aqui já alcançamos a nossa capacidade de novos procedimentos. E o nosso grande objetivo é capacitar outros centros. Ou seja, ensinar todo o manejo dessas pessoas. A questão psicológica, a questão hormonal, a questão cirúrgica. Para que a gente não precise, como no mês passado, que uma pessoa venha de Feira de Santana, na Bahia, para operar em Porto Alegre”, afirma Tiago Elias Rosito. Em nota, o Ministério da Saúde diz que a contratação de profissionais “está sob a responsabilidade dos gestores locais de saúde” e que “não há orientação específica para a exclusividade desses profissionais no atendimento à população trans”. O ministério também afirma ainda que criou um curso online sobre a Política Nacional de Saúde Integral LGBT e que destinará R$ 10 milhões para uma pesquisa científica feita pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira – Hospital Albert Einstein durante dois anos, até 2020. “Para garantir mais qualidade nos cuidados e na segurança aos usuários do processo transexualizador, é necessário estudar os impactos na saúde dessas pessoas, considerando o caráter irreversível da cirurgia de redesignação sexual e os efeitos do uso de hormônios, por exemplo. Por isso, a importância da pesquisa sobre a segurança e os protocolos de atendimentos, bem como os critérios para a habilitação e a exclusão dos procedimentos”, diz a nota. 'Transfobia internalizada' A atriz e professora Laysa Machado, de 47 anos, passou a se identificar como mulher depois que trocou Guarapuava por Curitiba, municípios separados por 250 km, ambos no Paraná. Lá a recém-formada em história se viu distante da família, já empregada e com maior autonomia. Procurou o Hospital das Clínicas, onde encontrou um médico que a ajudou nas etapas para adequar seu corpo ao gênero com o qual já se identificava. “Eu tinha uma transfobia internalizada muito forte, muito intensa. Por isso, fiz a transição só aos 25 anos. Fui segurando essa vontade e esse desejo que não passavam nunca. Aos 25 anos, quando entrei em depressão, eu sabia que só tinha dois caminhos: ou me matava ou me assumia. E aí eu me assumi como trans. E rapidamente fui mandada embora dos dois empregos que eu tinha. Fiquei sem trabalho”, lembra. Laysa conta que esperou para tomar a atitude porque sofria repressão da família em casa e morava numa cidade que considera “extremamente religiosa, conservadora, tradicional”. Na infância, ela chegou a ser coroinha da igreja e também interpretou o papel de Jesus numa peça do teatro. Já na universidade os colegas a consideravam um “homem ‘cis’ do tipo gay discreto”. Laysa Machado, de 47 anos, vendeu dois imóveis e um carro para custear cirurgias para a transição de gênero Arquivo Pessoal Quando começou a sua transição de gênero, em meados de 1996, Laysa diz que não encontrou muitas opções na rede pública. Acabou tirando do próprio bolso o dinheiro para o terapia hormonal e as cirurgias. Não tinha dinheiro suficiente para fazer a redesignação sexual na Tailândia e acabou fazendo o procedimento no Brasil. A atriz e professora estima ter gastado R$ 50 ou R$ 60 mil na época. O dinheiro veio da venda de dois imóveis e um carro, os únicos bens de Laysa. Para ajudar outras pessoas trans, Laysa criou há um ano um canal do YouTube chamado “Coisa da Laysa”. Os vídeos falam, principalmente, sobre experiências pessoais como mulher trans e assuntos ou termos do mundo LGBT. “Às vezes as pessoas vinham na ‘inbox’ das minhas redes sociais me perguntar, com dúvidas. Às vezes eu achava que eram dúvidas que eu já tinha superado. Mas aí eu comecei a lembrar que, quando eu iniciei o processo, essas dúvidas que pareciam tão ínfimas, tão pequenas, não eram naquela época para mim. E faltam pessoas para informar e ser sincera. Queria que fosse uma pessoa trans falando para pessoas trans e que fez uma cirurgia.” Laysa não é a única a criar um canal do YouTube para dar visibilidade à temática trans. Um dos canais de sucesso, com cerca de 100 mil inscritos, por exemplo, é do jovem Ariel Mordara. Ele conta um pouco sobre a vida dele e sobre suas experiências como homem transexual. Outro canal feito por trans se chama “Thiessita”, da youtuber Thiessa Woinbackk, com mais de 500 mil inscritos. Conquistas pela via judicial Para o ativista trans Kaio Lemos, a trajetória para buscar atendimento e cirurgias na rede pública ainda é “complicada e burocrática”, “com muitos preconceitos” e com “falta de conhecimento sobre a transexualidade”. Lemos não teve boas experiências no ambulatório do Hospital de Saúde Mental de Messejana, em Fortaleza, e reclama também de “situações constrangedoras”. O mestrando em antropologia pela UFC acabou, depois de um ano de tratamento, recorrendo à Justiça para fazer os procedimentos de que precisava. Primeiro, conseguiu que o SUS pagasse um endocrinologista, já que o serviço especializado para o público não era oferecido no estado. Depois, ganhou também o direito de receber gratuitamente os hormônios. “São processos dificultosos. Se você não tem profissional [médico], você não tem receita. Se não tem receita, eu não posso me hormonizar. É preciso levar receita com carimbo, CPF, CID, informando que é transexual e que a hormonioterapia é importante”, diz. Kaio Lemos é um homem trans e fez, em abril deste ano, a cirurgia para a retirada das mamas Arquivo pessoal Nos últimos meses, Lemos ainda fez três viagens a Recife pelo Tratamento Fora do Domicílio (TFD) para conseguir um relatório psicológico, o último documento necessário para realizar a sua última conquista: a retirada das mamas (mastectomia bilateral total). Foi o segundo procedimento do tipo em homem trans no Hospital das Clínicas de Fortaleza. Agora, o ativista trans se sente melhor com o seu corpo e não precisa mais usar o binder – faixa que aperta os seios, reduzindo o volume na roupa. Ao G1, a instituição diz que está trabalhando para futuramente ser habilitado pelo Ministério da Saúde na modalidade cirúrgica do processo transexualizador. Sem acompanhamento médico É consenso entre os médicos que os pacientes trans procuram a rede pública já tomando hormônios sem o acompanhamento médico. Em alguns casos, as pessoas já apresentam problemas de saúde, após procurarem orientação de pessoas não habilitadas e comprarem os medicamentos de forma ilegal, sem receita ou pela internet. Eles contam que isso ocorre porque nem todos conseguem acesso ao tratamento ambulatorial e também porque “eles se sentem aprisionadas no corpo do sexo oposto”. A Anvisa lembra que “a venda [de hormônios] pela internet ou em feiras livres é considerada crime”. “Os hormônios são medicamentos controlados e só podem ser vendidos em estabelecimentos farmacêuticos devidamente habilitados mediante retenção de receita médica”, diz a nota. O médico José Carlos de Lima, do HC da UFPE, afirma que o uso de hormônios sem acompanhamento acarreta uma série de riscos, principalmente se envolver doses elevadas. Segundo Lima, já houve, inclusive, paciente que estivesse tomando hormônios utilizados na medicina veterinária, e não na medicina para humanos. "Muitas vezes, em busca de resultado mais imediato, eles [os pacientes] fazem uso de doses muito elevadas, o que é muito preocupante. Recebemos pacientes que estão usando diversos hormônios em doses elevadas com o objetivo de ter um efeito mais imediato”, afirma. Já Mariluza Terra, do HC da UFG, lembra que o uso de hormônios tem efeitos colaterais e exigem acompanhamento médico. O hormônio masculino, por exemplo, interfere no comportamento da pessoa e pode causar irritação. Sem acompanhamento, de acordo com a médica, o paciente ainda corre risco de ter doença hepática e doença renal, além de ter risco de doenças cardiovasculares. Já o uso de hormônio feminino, segundo Mariluza, pode causar a trombose venosa profunda, levando à embolia pulmonar, ou mesmo ao AVC ou à morte, além do risco de doença hepática. Lima afirma ainda que há pacientes chegam ao consultório já com sequelas ou deformidades de cirurgias feitas em locais precários, sem condições higiênicas ou substâncias antissépticas, de forma clandestina. Ele cita, por exemplo, o uso de injeção de silicone líquido por mulheres trans que desejam aumentar as mamas ou preencher os glúteos. “O silicone, quando injetado em nível vascular, dentro de um vaso, dentro de uma artéria, pode levar à embolia ou à morte. Como se acredita que vários casos tenham ocorrido com esse tipo de prática indiscriminada. Por exemplo, a pessoa injetou nos glúteos e foi parar no tornozelo. Com isso, [o procedimento] causou deformidades, inclusive.” Acompanhamento preventivo Para Alexandre Saadeh, o atendimento e os serviços para transgêneros na rede pública de saúde são focados, principalmente, no público adulto. Saadeh começou a trabalhar com a população trans em 1997 e, na época, atendia transgêneros e travestis adultos. Atualmente, o médico acompanha crianças e adolescentes de 3 a 17 anos que são levados ao ambulatório de São Paulo pelos pais por algum conflito de gênero. Esse público não necessariamente é composto por transexuais. “Para adultos, o acompanhamento é reparador. Você tenta diminuir os problemas que a pessoa já tem. Com as crianças e os adolescentes, o acompanhamento é preventivo, é para evitar essas coisas. São duas propostas bem distintas”, diz o coordenador do Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Instituto de Psiquiatria da USP. Ele acrescenta que os pacientes são levados à instituição pelos pais e que a maioria ainda não começou a transição de gênero. O público é, principalmente, de crianças e adolescentes nascidos com o gênero biológico masculino. Mas há uma lista de espera com 160 crianças e adolescentes. O acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar que engloba profissionais de serviço social, fonoaudiologia, psiquiatria, psicologia, entre outros. O bloqueio de hormônios é uma das opções durante a puberdade do paciente, já que a hormonioterapia só pode começar depois dos 16 anos, ainda como projeto de pesquisa. Na maioria dos ambulatórios, porém, a idade mínima para o tratamento hormonal é 18 anos. Segundo Saadeh, nem todos os pacientes se percebem transexuais. Há, por exemplo, adolescentes que não se identificam com o gênero feminino nem com o masculino – chamados de não-binários. “Há crianças que circulam, que transicionam de um para outro, muitas se definem, algumas não. Tem de tudo que a gente acompanha. Em adolescente é muito comum o gênero não-binário. Na maior parte dos trabalhos de fora e a percepção que a gente tem é que na vida adulta o gênero não-binário, fluido some para uma definição de homem ou mulher, desaparece. Parece mais que é mais uma vivência transicional, de experiência antes de uma definição”, afirma Saadeh. Por outro lado, mesmo nas unidades ambulatoriais, é comum que as unidades façam uma triagem dos pacientes porque não têm capacidade de atender a todas as demandas. Pela Lei de Acesso à Informação, por exemplo, o Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio, informa que “a fila para a inclusão de novos pacientes para a primeira consulta se encontra fechada”. Não é o único caso. O atendimento para novos pacientes também já chegou a ser interrompido no HC da UFG, em Goiás, de novembro de 2012 a março de 2016. Atendimento a pessoas trans na rede pública
  4. Corgi007a
    Apoio de amigos e familiares é importante e o luto não deve ser minimizado Nessa hora, não importa se você é fã de cães ou de gatos, porque a dor é lancinante para todos. O sentimento de solidão engole tudo ao redor. Afinal, já colecionamos tantas perdas que a partida daquela companhia inseparável do dia a dia se transforma numa ferida que parece que não vai sarar. Como arranjar forças para seguir em frente? É claro que a morte de um animal de estimação impacta qualquer um, mas, para quem é mais velho, trata-se de uma dolorosa constatação da finitude, agravada pela dificuldade de criar novos laços afetivos. Por isso é tão importante que um idoso tenha suporte de amigos e familiares nesse período de luto. A Rainha Elizabeh, seus corgis e 007 (o ator Daniel Craig) no filme da abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 Divulgação Permita-se chorar. Muito. Por vários dias. Quando decidir rever fotos e vídeos, chore tudo de novo. Viver o luto faz parte do processo de apaziguamento, de cura. Uma cerimônia de despedida ajuda a trabalhar a perda. Eu guardei as cinzas da minha gata e só consegui espalhá-las num jardim quatro meses depois. Com frequência somos assaltados pela culpa. E se tivéssemos tentado um outro tratamento? E se não tivéssemos optado pela cirurgia da qual nosso animal não voltou? Essa é uma emoção devastadora – posso dizer porque já a vivenciei mais de uma vez. É fundamental compartilhar a dor, conversar com outras pessoas que passaram por experiência semelhante. Acredite, você fez o que era possível, e ele ou ela foi feliz em sua companhia. Não há prazo para a tristeza ir embora. Portanto, deixe claro aos “bem intencionados” que logo sugerem que você arranje outro pet que a proposta beira a grosseria. Não se trata de repor algum produto que estava no fim. O contato com a natureza pode funcionar como um bálsamo. Doar objetos que serão úteis para outros animais também ajuda (mas, se não estiver pronto ou pronta para isso, guarde tudo durante o tempo que for necessário). Escrever sobre seus sentimentos ou mesmo para o bichinho que se foi é outra alternativa, assim como buscar interlocutores compreensivos. Elizabeth II e um de seus corgis: adorno de carro mostra que os cães se tornaram uma marca registrada da realeza https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jaguar_XJ_3.4_containing_Queen_n_%27Corgi_dashboard_ornament._The_ornament.JPG Aliás, a tristeza iguala nobres e plebeus. Em abril desse ano, fontes do Palácio de Buckingham admitiram que a Rainha Elizabeth II, de 92 anos, sofrera um duro golpe com a morte de Willow, o último de seus cães de estimação da raça corgi. A relação de afeto da soberana com os corgis começou quando ainda era princesa: aos 18 anos, ela ganhou Susan, e Willow pertencia à 14ª. geração de descendentes da cachorrinha. Elizabeth II ainda tem dois “dorgis”, resultado de cruzamentos com dachshunds (os bassês, ou “salsichas”), mas foram os Pembroke Welsh corgis que se tornaram uma das marcas registradas da família real. Em 2015, ela já havia decidido não acolher novos animais e o principal motivo teria sido não deixar seus bichos de estimação “para trás”, sob os cuidados de outras pessoas depois que morresse. Os corgis foram personagens recorrentes de fotos da realeza e até participaram do filme utilizado na abertura dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Para quem não viu ou não se lembra: confira aqui, porque é uma graça.
  5. Vacina 1
    Ministério da Saúde faz força-tarefa para imunizar as crianças de 1 até 5 anos de idade no Brasil. Campanha segue até o dia 31 de agosto. Ministério da Saúde realiza Dia D da vacinação contra sarampo e pólio em todo Brasil Neste sábado (18), crianças de 1 até 5 anos que ainda não receberam uma dose da vacina contra a poliomielite e/ou sarampo nos últimos 30 dias precisam comparecer à unidade de saúde mais próxima. É o 'Dia D' contra essas doenças, com doses disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Vacina do Sarampo: esclareça suas dúvidas Só 16% do público-alvo da campanha nacional foi imunizado, segundo o Ministério da Saúde. A campanha começou no dia 6 de agosto. Mais de 36 mil postos de vacinação em todo o país estarão abertos neste dia de mobilização. Doutora Ana responde: quais são os sintomas do sarampo? A campanha tem por objetivos: Vacinar quem nunca tomou a vacina; Completar todo o esquema de vacinação de quem não tomou todas as vacinas; Dar uma dose de reforço para quem já se vacinou completamente (ou seja, tomou todas as doses necessárias à proteção). A meta é vacinar 11 milhões de crianças até o dia 31 de agosto. Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo é um dos estados com melhor cobertura vacinal, e mesmo assim só 40% das crianças foram imunizadas. No Amazonas, onde a situação é crítica e há 910 casos registrados de sarampo, só 3% das crianças foram vacinadas. Casos de sarampo confirmados até 14 de agosto O infectologista Jean Gorinchteyn afirma que o baixo índice de imunização é preocupante. "Para que a população infantil esteja protegida é necessário que haja uma meta de 95% de vacinação desse grupo. Menos do que isso nós ainda teremos risco de ter crianças doentes." Dia D será em 18 de agosto em todas as unidades de saúde Erasmo Salomão/Ministério da Saúde A campanha nacional vai até o final do mês e trata-se de uma mobilização, já que a vacina contra o sarampo fica disponível o ano inteiro nos postos de saúde. Esse tipo de campanha que inclui o reforço da dose, informa o Ministério da Saúde, acontece de quatro em quatro anos e já estava prevista no orçamento da pasta. Esse ano, no entanto, a campanha é ainda mais importante dada à volta da circulação do sarampo no território brasileiro e a ameaça da poliomielite. O Brasil tem 1.237 casos confirmados de sarampo em 2018. Já em relação à paralisia infantil, trata-se de uma precaução, já que 312 cidades estão abaixo da meta preconizada para o controle da doença e um caso foi registrado na Venezuela em junho. Não há, contudo, casos de paralisia infantil no Brasil. Quem deve ser vacinado? Contra a poliomelite: crianças de 1 até 5 anos independentemente de quantas doses já tomou. Em casos de nenhuma dose, será aplicada a Vacina Inativada Poliomielite. Em caso de uma ou mais doses, será aplicada a Vacina Oral Poliomielite, a famosa "gotinha". Contra o sarampo: crianças de 1 até 5 anos independentemente de quantas doses já tomou. Não devem ser vacinadas: crianças de 1 até 5 anos que tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias. Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar Infografia: Karina Almeida/G1
  6. 2 Penzias E Wilson Usavam Essa Antena Para Detectar Ondas De Radio Quando Se Depararam Com Um Ruido Estranho
    A Grande Explosão foi descoberta por acaso, por meio de uma tecnologia desenvolvida para registrar ondas de rádio que, por sua vez, também foi descoberta de maneira acidental. Muitas das grandes descobertas da ciência só vieram após extensas pesquisas, cálculos rigorosos e procedimentos controlados em laboratório. Parte delas, contudo, é resultado de uma combinação de erros, acasos e acidentes – a teoria do Big Bang é um exemplo. A origem do Universo foi descoberta em um lugar em que ninguém buscava. E foi formulada graças a uma descoberta fortuita anterior – a que deu origem à radioastronomia, ramo da astronomia que estuda as radiações eletromagnéticas emitidas ou refletidas pelos corpos celestes. "Na década de 1930, os laboratórios Bell estavam tentando criar radiotelefones, mas havia um sinal que estava interferindo nas transmissões pelo Atlântico. Pediram a Karl Jansky (físico e engenheiro de rádio) para investigar", contou à BBC News Sara Bridle, professora de astrofísica da Universidade de Manchester. "Jansky elaborou um receptor de rádio especial para captar ondas de rádio em todas as direções. Foi chamado de 'carrossel de Jansky' porque rodava para localizar os lugares de onde vinham essas ondas", conta Bridle. "Eventualmente, Jansky se deu conta de que elas vinham da constelação de Sagitário, que é onde agora sabemos que está o centro da Via Láctea", completa a professora. Ela explica que esse foi o primeiro registro de ondas de rádio que vinham de fora da Terra e do Sistema Solar - e o início da radioastronomia, que abriu uma janela completamente nova para que o homem explorasse o Universo. "Foi pura casualidade. E sequer foi um astrônomo", acrescenta a astrofísica Sara Bridle. Descoberta importante A descoberta foi importante porque revelou todo um pedaço do Universo que ainda era completamente invisível e, por isso, desconhecido. Para o astrônomo Nial Tanvir, era como estar num quarto com pouca luz, observando assustado tudo o que se podia enxergar e, de repente, alguém aparece com um óculos de visão noturna. "Se vamos além dos limites do que vemos com nossos olhos, temos o infravermelho, o micro-ondas, radio-ondas e, em outra direção, raios X e Y. Se usamos esses outros tipos de luz, normalmente nos deparamos com processos diferentes do que os que vemos com os nossos olhos", explica Tanvir. A origem do Universo é, por excelência, um desses processos - comprovado graças ao acaso, que ajudou a demonstrar empiricamente o chamado Big Bang, ou Grande Explosão. "A ideia do Big Bang, do ponto de vista teórico, é que num momento no passado, toda a matéria e toda a energia do Universo estava um único lugar e logo explodiu. Essa explosão marcou o início do tempo e da expansão do espaço, partindo do nada, e a expansão continua acontecendo", resume Tanvir. "Soa como uma teoria louca, mas é o que a matemática nos diz", completa o astrônomo. A teoria da Grande Explosão ganhou força durante o século passado. No entanto, até meados dos anos 1960, ainda faltavam provas contundentes para derrubar teorias alternativas. A evidência que faltava veio à tona graças à radiação cósmica de fundo em micro-ondas (CMB, na sigla em inglês), outro acaso. "A descoberta da CMB foi feita por pessoas que nem sequer estavam procurando (a origem do Universo)", assinala a professora de astrofísica Sara Bridle. Tudo começou com Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson trabalhavam com uma antena supersensível – com design digno de filme de ficção científica (veja na foto abaixo) – desenhada para detectar as ondas de rádio emitidas pelos echo balloon satellites, satélites em formato de balão. Penzias e Wilson usavam essa antena para detectar ondas de rádio quando se depararam com um ruído estranho Nasa Para medir as ondas, elas precisavam eliminar todo tipo de interferência que viesse de outras fontes. Quando fizeram isso, os pesquisadores se depararam com um ruído desconhecido e persistente, "um sinal fraco, mas facilmente detectável, que não vinha de nada na Terra nem no Sistema Solar, nem mesmo da nossa galáxia", diz Tanvir, relembrando a história. Esse sinal vinha de todas as direções. Um ruído incômodo Em todos os lugares eles encontravam o mesmo "calor de fundo", como o próprio Penzias explicou em uma entrevista à BBC no final dos anos 70, referindo-se à energia emitida pelas ondas. "Nos surpreendeu, ou melhor, no início, ficamos irritados. Ao invés de obter um bonito e impecável zero que esperávamos para a Via Láctea, obtivemos um resultado que era 100 vezes maior que o previsto: uma temperatura de quase quatro graus", contou Penzias. "E esses quatro graus eram o resultado depois que todas as 'contribuições' do solo, da atmosfera e da antena tinham sido subtraídas", reforçou. Em busca de uma explicação para o que estava acontecendo, eles consideraram várias possibilidades, entre elas algumas ideias insólitas. "A maior suspeita vinha de alguns pombos que visitavam a antena - sempre tínhamos que limpar os 'rastros' que elas deixavam", disse ele, referindo-se às fezes das aves. Eventualmente, "os pombos foram capturados e mandados para um lugar distante". Mas os animais voltaram e "contar o que fizemos com eles não é, provavelmente, politicamente correto", disse o cientista. O que está por trás da explosão Apesar de terem sumido com os pombos, o som irritante não desapareceu. Eles ainda não tinham ligado o barulho ao Big Bang - mas, afinal, quem pensaria nisso? "Eles estavam realmente confusos e, por acaso, um amigo comentou que havia um grupo de físicos teóricos que estava bem ali perto tentando justamente decifrar o que havia acontecido depois do Big Bang", conta Bridle. "Em teoria, esperaria-se que houvesse muita luz deixada pela grande explosão do Big Bang, luz que estaria presente hoje", diz a professora. "Então eles ligaram para os físicos e perceberam que o que tinham encontrado era exatamente o tipo de sinal que aquela explosão emitiria." Eles haviam encontrado a base da cosmologia moderna. Pura sorte? Um esforço para melhorar as comunicações de rádio, um ruído no espaço e alguns físicos teóricos por perto... tudo se reuniu em um notável acidente que, segundo a maioria dos cientistas, deu ao mundo o que era necessário para comprovar a maior de todas as teorias: o Big Bang. Poderia-se dizer que Penzias e Wilson ganharam na loteria científica. Uma vez que o cocô do pombo foi descartado, o "ruído" irritante acabou por ser a descoberta acidental do século, a evidência da origem do Universo. Mas, embora a descoberta da CMB, a radiação cósmica de fundo em micro-ondas, tenha sido um acidente, será possível afirmar que, realmente, foi pura sorte? Penzias e Wilson tiveram a sorte de se deparar com o ruído e de encontrar a teoria para explicá-lo literalmente logo ao lado. A dupla, entretanto, foi muito cuidadosa e não ignorou as evidências que lhe apareciam, por mais irritantes que elas fossem. Os cientistas ganharam em 1978 o prêmio Nobel de Física. Em um mundo em que o tempo de acesso aos telescópios é regulamentado e o teste de hipóteses, base do método científico, depende de financiamento, a radioastronomia moderna aprendeu com os acidentes de seu passado. "Agora, quando um novo telescópio é feito, garantimos que novos tipos de observações possam ser feitas, de modo que não nos limitemos a tentar resolver incógnitas conhecidas", diz Sarah Britle. Em outras palavras, a porta deve estar sempre aberta para o acaso e a sorte.
  7. 1
    Fóssil humano de mulher que viveu há 13,6 mil anos foi encontrado no México em caverna submersa em 2001; especialista brasileiro foi procurado para fazer reconstituição facial a partir de crânio. Rosto da 'Eva de Naharon' foi criado digitalmente a partir de crânio mais antigo já encontrado nas Américas Cícero Moraes Ela é a mulher mais antiga das Américas – pelo menos é o mais antigo fóssil humano encontrado no continente. Dezessete anos depois de ter seus restos mortais encontrados, a "Eva de Naharon" é apresentada com sua face real. Graças a um trabalho de reconstituição em 3D, o crânio dessa mulher ancestral, cuja ossada foi encontrada no México e que viveu há 13,6 mil anos, ganhou traços realistas que permitem ver como eram suas feições. "O trabalho realizado é congruente e preciso com as características físicas dos habitantes do sul da Ásia, ou seja, coincide com estudos antropológicos e de DNA realizados em fósseis humanos encontrados nessa região, todos apontando para uma ascendência asiática", afirmou à BBC News Brasil o espeleólogo e investigador subaquático Octavio del Río, pesquisador do Instituto Nacional de Antropologia e História do México e líder da equipe que descobriu a ossada, em 2001. Reconstituição foi realizada por designer brasileiro especialista em revelar faces de personalidades históricas Cícero Moraes A reconstituição em 3D foi realizada ao longo das últimas duas semanas pelo designer brasileiro Cícero Moraes, especialista em reconstituir digitalmente faces realistas de personalidades históricas e religiosas – ele tem no currículo cerca de 60 trabalhos do tipo, entre os quais, Santo Antonio de Pádua, São Valentim e Dom Pedro 1º. Para tanto, Moraes utiliza técnicas avançadas de reconstrução facial forense. A descoberta Em 2001, Del Río foi o descobridor da Eva de Naharon, quando mergulhava em uma expedição do Instituto Nacional de Arqueologia e História do México nas proximidades da cidade de Tulum, no Estado mexicano de Quintana Roo. A equipe explorava cenotes, cavidades naturais comuns na Península de Yucatán e pontos muito utilizados para rituais e sepultamentos pela civilização maia, povo pré-colombiano que habitou a região. Os trabalhos se seguiram até 2002, com o recolhimento de resquícios arqueológicos e paleontológicos. Ossos de Eva de Naharon estavam a 22,6 metros de profundidade Eugenio Aceves/INAH O esqueleto dessa mulher, batizada de "Eva de Naharon" – ganhou este nome porque foi encontrada no cenote de Naharon – estava a 22,6 metros de profundidade. E foi encontrado bem preservado, com 80% da estrutura original. Uma série de análises foi realizada pela Universidade Nacional Autônoma do México para estimar dados sobre a mulher. Eva media 1,41 metro de altura e tinha de 20 a 25 anos quando morreu. Entre 2002 e 2008, três laboratórios diferentes fizeram testes de datação. A idade foi impressionante: com 13,6 mil anos, Eva de Naharon é o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas. E, de certa forma, indica que houve outras migrações para o povoamento da América, antes do Estreito de Bering ter se convertido em uma "ponte" devido à Era do Gelo. Cenotes eram muito utilizados para rituais da civilização maia Octavio del Rio/INAH Teorias Proposta pela primeira vez em 1590 e validada com escavações arqueológicas realizadas na primeira metade do século 20, a teoria mais aceita para o povoamento da América diz que, na última Era Glacial, que terminou por volta de 13 mil anos atrás, o nível dos oceanos recuou em pelo menos 120 metros. Isso abriu conexões terrestres em diversos pontos do planeta, inclusive entre o atual extremo leste da Rússia e o atual Alasca, no chamado Estreito de Bering - um trecho de mar naturalmente raso. Entretanto, se os primeiros habitantes da América chegaram apenas nessa época, seria impossível que Eva estivesse no México mais ou menos ao mesmo tempo. Sua datação, portanto, veio reforçar teorias como a proposta pelo etnólogo francês Paul Rivet (1876-1958), que não negava a tradicional ideia do Estreito de Bering, mas supunha que outras migrações teriam ocorrido em séculos anteriores, por exemplo, em embarcações que saltaram de ilha em ilha. O investigador subaquático Octavio del Río foi o descobridor de Eva de Naharon Eugenio Aceves/INAH 'Eva de Naharon' De acordo com pesquisas realizadas após a descoberta, Eva viveu na região de Yucatán e era caçadora-coletora. Não se sabe se ela foi levada para o labirinto de cavernas – na época, seco – antes ou depois de morta. Estudos mostram que os cenotes se tornaram estruturas submersas após a Era do Gelo, quando o nível dos oceanos aumentou. Del Río recorda-se que encontrar Eva exigiu um ano e meio de mergulhos na região. "O trabalho foi uma maratona. Todas as referências nos levaram a lugares escondidos dentro da caverna. Foram muitas horas mergulhando em locais e rotas dentro do sistema até que finalmente obtivemos uma referência precisa da localização dos restos mortais", conta. "Quando finalmente encontramos o lugar e tive a sorte, juntamente com meu colega Eugenio Acevez, de me deparar com os restos do esqueleto de Naharon, vimos que certamente era um esqueleto humano", diz. "Mas não fazíamos a menor ideia de que se tratava do mais antigo fóssil humano já encontrado no continente." Del Río lembra que encontrar fósseis de Eva exigiu um ano e meio de mergulhos Octavio Del Rio/INAH A descoberta foi relatada ao Instituto Nacional de Antropologia e História do México e, cerca de um ano depois, dentro de um projeto de pesquisa específico, a coleta do material foi realizada - e então se iniciou o processo de análises e datação. Atualmente, o fóssil está sob a guarda do instituto, com acesso restrito a pesquisadores. Reconstrução facial Del Río conta que procurou os trabalhos de Moraes depois de tomar conhecimento de outras reconstruções faciais realizadas pelo brasileiro. "Ele é reconhecido em todo o mundo por seu trabalho de recriação facial virtual a partir de modelos tridimensionais de crânios de importantes figuras históricas", comenta. Não está nos planos do instituto fazer uma reprodução física da Eva de Naharon. "Mas parte dos objetivos é criar, dentro de um curto prazo, um museu virtual com modelos tridimensionais de restos arqueológicos e paleontológicos encontrados. Será um meio alternativo para conhecimento e estudo, que poderá ser acessado remotamente por interessados", diz Del Río. "Gostei bastante do resultado final", avalia Moraes. "Ficou diferente do que imaginava, mas os grandes mestres da reconstrução facial dizem que não podemos esperar o resultado ao mirar os ossos - temos de trabalhar e focar na metodologia, e ele (o resultado) vem naturalmente." Para o designer, Eva se revelou uma mulher de "rosto altivo e agradável aos olhos, nos contemplando com tranquilidade".

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