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Últimas notícias sobre Ciência e Saúde, com todas as novidades do mundo científico, avanços da medicina e informações para a manutenção de uma vida saudável.
  1. Finasterida
    Pesquisa inicial anterior mostrou que droga usada contra calvície tinha efeito contraditório: ela diminuía a chance de forma comum de câncer de próstata, mas poderia aumentar risco de tipo letal. Em altas doses, finasterida é indicada para tratar aumento de câncer de próstata; em pequenas doses, droga trata calvície Charles Dharapak/AP Acompanhamento de longo prazo com homens que utilizaram a finasterida mostra que a droga não aumenta risco de forma letal de câncer de próstata. O achado é particularmente importante porque um estudo de 2003 mostrou que o medicamento poderia ter um efeito paradoxal: ele diminuía a chance do câncer de forma geral, mas aumentava risco de um tipo específico e letal. Pesquisa mais profunda apresentada no sábado (19), no entanto, diz que o resultado não procede. Os resultados foram divulgados em encontro anual da Associação Americana de Urologia. A finasterida é um medicamento comum usado para tratar os sintomas do aumento da próstata (em altas doses) e da calvície masculina (em baixas dosagens). O medicamento impede que a testosterona vire a diidrotestosterona, forma do hormônio que tem uma ação sobre a perda do cabelo de homens e sobre o crescimento da próstata. A polêmica com o medicamento, contudo, começou em 2003 com pesquisa publicada no "New England Journal of Medicine". A pesquisa com 18.882 homens mostrou que, ao mesmo tempo em que a finasterida poderia ter um resultado positivo significativo (reduzia o câncer de próstata em 25%), ela também aumentava em 68% a chance de tumores de alto grau e letalidade. O achado levou o FDA a incluir um alerta no rótulo do medicamento. O FDA (Food And Drug Administration) é um órgão americano similar à Anvisa nos Estados Unidos e é responsável pela regulação de medicamentos e pela garantia de boas práticas da indústria farmacêutica. O estudo era inicial e pesquisadores tomaram para si a tarefa de analisar se o resultado era consistente ao longo do tempo. A pesquisa apresentada em 2003 avaliou homens de 1993 a 1997; a equipe do estudo atual voltou a esse banco de dados e o comparou com um outro banco: o de óbitos nacionais americanos. Com a comparação entre esses dois bancos de dados, chegou-se às seguintes conclusões: Pesquisadores encontraram 42 mortes por câncer de próstata em homens que utilizaram o medicamento por um tempo médio de 18,4 anos; No entanto, cientistas também encontraram 56 óbitos também por câncer de próstata no grupo que usou placebo (pílula sem efeito, usada em pesquisa para tentar tirar a influência "psicológico" do tratamento sobre os resultados); Ambos os homens (os que utilizaram medicamento ou placebo) viveram a mesma quantidade de tempo. "Não encontramos risco aumentado de morte por câncer de próstata em homens que tomaram finasterida em comparação com homens que não utilizaram o medicamento", diz Ian Thompson, pesquisador que coordenou o estudo. Thompson é professor emérito da Universidade do Texas e coordena todas as pesquisas em urologia no SWOG, uma rede de oncologistas que recebe financiamento do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos para pesquisas. Ele explica que o câncer de próstata é o câncer mais diagnosticado em homens. Ele acredita ser o medicamento, inclusive, uma forma eficaz de prevenir o câncer. Thompson diz ainda que a pesquisa demonstrou que o medicamento aumentou a chance de detecção de câncer de próstata em triagens e biópsias -- inclusive os de maior grau. Contudo, a droga não está livre de outros efeitos colaterais, apontam pesquisadores. Ela pode levar à impotência em alguns casos, também há relatos de crescimento anormal das mamas e dor nos testículos. A maior dos efeitos desaparecem, segundo a bula, depois que a terapia é interrompida.
  2. Rosas3
    Após oito anos de pesquisa, cientistas concluem versão nova e mais completa do genoma dessas flores. A história genética das rosas está cheia de surpresas Wilson Aiello/EPTV O sequenciamento do genoma humano - um dos feitos científicos mais importantes da história - foi concluído em 2003. Agora, os cientistas terminaram uma versão nova, revista e ampliada do "livro" genético de uma das espécies mais admiradas do mundo, as rosas. A conclusão do trabalho foi anunciada por cientistas em 30 de abril. A história genética das rosas está cheia de surpresas. Por exemplo: a flor é mais próxima dos morangos do que se achava anteriormente. No longo prazo, o sequenciamento genético pode levar à criação de rosas com novos aromas e cores, de acordo com o time de especialistas de vários países. O novo genoma das rosas levou oito anos para ser concluído. Agora, sabemos exatamente quais genes estão envolvidos na produção do aroma, da cor e da longevidade das rosas, diz o pesquisador Mohammed Bendahmane, da École Normale Supérieure (ENS) de Lyon, na França, que liderou o trabalho. "O que nós temos agora é um livro de história da rosa", disse ele à BBC. "Um livro que nos ajuda a entender a espécie, sua jornada ao longo da evolução e do processo de domesticação." O estudo envolveu uma equipe de mais 40 cientistas de França, Alemanha, China e Reino Unido e ajuda a entender a variação existente hoje em termos de cores e aromas. A informação genética auxiliará os agricultores a desenvolver novas variedades que vivam por mais tempo em vasos ou sejam mais resistentes a pragas. A pesquisa também lança luz sobre a família Rosaceae, que inclui frutas como maçãs, pêssegos e morangos. "A rosa e o morango na verdade são espécies muito próximas", diz Bendahmane. Guerra das rosas O cultivo de rosas em jardins começou há milhares de anos, provavelmente na China. Durante o período romano, rosas eram amplamente cultivadas no Oriente Médio, onde eram usadas como ornamento e para a produção de perfume. No século 15, a rosa se tornou o símbolo de uma guerra pelo trono inglês, na que ficou conhecida como "Guerra das Rosas" - a rosa branca era o símbolo da Casa de York, e a rosa vermelha representava a Casa de Lancaster. O resultado da pesquisa foi publicado no periódico científico Nature Genetics (em inglês).
  3. Ellenlanger2
    A longevidade depende não só de hábitos saudáveis, mas também da construção de um propósito Na terça-feira passada, foi lançado um novo portal voltado para a questão da longevidade: o Plenae, uma iniciativa do empresário Abílio Diniz, que, aos 81 anos, não esconde a importância que dá ao assunto. A plataforma pretende atuar em seis frente, os chamados pilares, compartilhando informações e ajudando a promover mudanças de hábitos que resultem num envelhecimento de qualidade. O primeiro pilar é o corpo e, para cuidar dele, simplesmente deveríamos seguir os conselhos de nossas mães: alimentação saudável, boas noites de sono e exercício. Aliás, como pontuou a nutricionista Jeanette Bronée, uma das palestrantes do evento de lançamento: “água, alimento e descanso são fundamentais, mas esquecemos dessas três coisas quando estamos ocupados”. O segundo pilar é o da mente, que engloba o autoconhecimento, uma relação sábia com o estresse – ou seja, como saber dar uma “pausa” nele – e a aprendizagem, que mantém o cérebro ativo. As relações correspondem ao terceiro pilar, que inclui afetividade (relacionamentos estáveis fazem bem à saúde), família e amigos e a vida em comunidade, evitando o isolamento. No quarto pilar está o espírito, que não significa seguir uma religião, e sim abrir espaço para a fé, meditação e contemplação. Contexto é a quinta frente e reúne educação, economia e renda e o ambiente no qual se vive. Por último, o propósito seria o pilar que amarra todos os outros – algo equivalente aos que os japoneses chamam de ikigai, palavra que pode ser traduzida como “uma razão para sair da cama de manhã” e que já foi tema deste blog. Uma das participações mais interessantes no lançamento do Plenae foi a de Ellen Langer, professora de psicologia na Universidade de Harvard. Segundo ela, estamos desatentos durante quase o tempo todo, ignorando o que chama de “poder das possibilidades”: ver as coisas de forma diferente e viver de uma forma mais plena. “Quando temos dúvidas, ou quando desconhecemos algo, prestamos atenção. No entanto, no dia a dia, acabamos confiando em antigas perspectivas do passado, em regras que não fazem mais sentido, e isso nos torna desatentos às possibilidades que temos à nossa volta. Reconhecer que a estabilidade é uma ilusão pode abrir portas para o crescimento e novas oportunidades”, afirmou. Ellen Langer, professora de psicologia da Universidade de Harvard Divulgação O que fica claro é que boa parte da construção de uma velhice saudável depende de nós, de decisões e costumes que deveríamos seguir desde cedo. É grande o desafio de buscar o equilíbrio entre tantas variáveis, mas talvez uma das tarefas mais difíceis seja alimentar um propósito, um significado para nossas vidas até o fim. O interessante é que isso não depende tanto das condições socioeconômicas: idosos de baixa renda e até com dificuldades de saúde podem estar muito mais bem “equipados” nesse pilar do que outros com trajetórias bem-sucedidas. Gosto muito de uma palestra que a atriz Jane Fonda, atualmente com 80 anos, deu em 2011. Na época, ela renomeou o que conhecemos como terceira idade como “terceiro ato da vida”. E no que consistiria? Uma oportunidade única, enfatizou: “estamos vivendo em média mais 34 anos que a geração de nossas bisavós, mas ainda nos deparamos com o velho paradigma de que a vida é um arco, onde depois do apogeu temos apenas o declínio da decrepitude. No entanto, esses últimos 30 anos de vida têm seu próprio significado, e todos deveríamos estar nos perguntando como usar esse tempo. Eu acredito que a metáfora apropriada é a de uma escada, que ilustre a ascensão para o topo do espírito humano, porque esse não tem limites, mesmo diante de condições adversas. Talvez a tarefa do terceiro ato seja dar acabamento a nós mesmos. Quando me aproximava dos meus 60 anos, senti enorme necessidade de revisitar minha trajetória. Descobri que muitas características e falhas que achava que eram minhas não eram, na verdade. Essa é a oportunidade de você se perdoar, perdoar os outros e se libertar”.
  4. Brain 1787622 1920
    Segundo Josh Kauffman, escritor e especialista em processos didáticos e produtividade, o período de escalada na aprendizagem de algo novo acontece nas primeiras horas de contato com ele. A curva de crescimento dispara nos primeiros momentos quando entramos em contato com uma nova matéria, segundo o diagrama de Hermann Ebbinghaus Sbtlneet /Pixabay/CC0 Creative Commons Russo, árabe, chinês? Violino, guitarra? Física quântica? Nosso cérebro está preparado para aprender qualquer coisa, por mais difícil que seja, e em geral conseguimos fazer isso de forma rápida. Mas isso acontece principalmente no nosso contato inicial com alguma coisa nova. Foi o que alguns pesquisadores identificaram: há um período de aprendizagem mais produtivo nas primeiras 20 horas de contato com a matéria. Isso tem a ver com a capacidade de resposta e interesse que o nosso cérebro demonstra diante de novos estímulos. O filósofo e psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus desenhou no final do século 19 o que chamou de "curva de aprendizagem". Ela se fundamenta em duas variáveis: um eixo vertical que representa a matéria ou o conhecimento a ser adquirido, e um horizontal, que representa as horas necessárias para o aprendizado. Desta forma, podemos calcular o tempo que precisamos para aprender algo. Em uma empresa, por exemplo, é comum avaliar a produtividade de um funcionário conforme o tempo que ele precisa para cumprir as tarefas determinadas, e também se determina o nível de dificuldade delas dependendo do tempo necessário para realizá-la. A aprendizagem de uma coisa nova costuma ser mais produtiva nas primeiras horas Pexels/Pixabay Com o diagrama, Ebbinghaus queria ilustrar que, em nosso contato com algo novo, a maioria dos conhecimentos são adquiridos logo no início. Depois de certo tempo, a aprendizagem diminui e entramos em um período de aperfeiçoamento, que é menos produtivo, porque demoramos mais para conseguir os objetivos. Isso tem a ver com um processo do cérebro chamado "habituação", que é a fase mais primitiva da aprendizagem. Diante de um estímulo novo, a resposta sensitiva e receptiva do cérebro é muito intensa. Na medida em que esse estímulo se repete, a resposta passa a ser menos potente. Por isso, aprender algo novo, por mais difícil que seja, é um processo que acelera rapidamente, já que começamos do zero. Depois, esse nível de aprendizagem diminui. A regra das 5 horas Esse período de escalada na aprendizagem acontece nas primeiras horas de contato com uma matéria nova, segundo Josh Kauffman, escritor e especialista em processos didáticos e produtividade. Um dos líderes da Revolução Americana, Benjamin Franklin, usava um método específico de horas para aprender coisas novas. Ele ficou conhecido como "a regra das cinco horas". A cada dia da semana, de segunda a sexta-feira, Franklin dedicava pelo menos uma hora a aprender algo novo que ainda não conhecesse. Depois de um tempo, quando sentia que já havia adquirido um bom nível de conhecimento, passava para outra matéria. Se aplicássemos a regra das cinco horas, a cada quatro semanas aprenderíamos algo novo com habilidade suficiente, garante Kauffman em seu livro "As primeiras 20 horas: como aprender qualquer coisa rapidamente". Esse sistema, com algumas variações, é usado hoje em dia por empresários de sucesso, como Elon Musk, Warren Buffet, Mark Zuckerberg e Oprah Winfrey. Eles próprios confirmaram isso recentemente em declarações sobre o sucesso de suas carreiras. A chave, portanto, parece residir em dois fatores: em nós mesmos e na nossa força de vontade para "encontrar tempo" de aprender algo "deliberadamente", como diria Franklin.
  5. Marcapsso
    Células cardíacas foram cultivadas em material que converte luz em eletricidade. Feito pode ajudar na criação de melhores marcapassos.  Cientistas controlam células do coração por controle remoto Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, conseguiram acelerar e desacelerar com um controle remoto células cardíacas cultivadas em laboratório (veja o vídeo). A pesquisa, publicada na "Science Advances" nesta sexta-feira (18) pode contribuir para que melhores marcapassos sejam feitos no futuro. Os marcapassos são dispositivos que regulam a frequência cardíaca: quando um paciente tem uma condição em que o coração pode desacelerar, o dispositivo aumenta a frequência e impede que o órgão bata abaixo do esperado. As células foram cultivadas em um material chamado grafeno -- que converte luz em eletricidade. Segundo os autores, a tecnologia também pode ser útil em testes de drogas terapêuticas: isso porque o grafeno é feito por "teias" de átomos de carbono, material que também é à base de todos os organismos vivos. Isso é particularmente importante porque a maior parte dos testes com drogas em laboratório hoje é feito em plástico e vidro, materiais que não conduzem eletricidade e não conseguem mimetizar as condições do organismo. Segundo os autores, muitos compostos benéficos podem ser perdidos porque seus efeitos não são facilmente aparentes na condição em que as células de teste são cultivadas - ou seja, em plástico, fora do contexto da doença. "Não há muitas muitas superfícies agindo como plástico ou vidro no corpo humano", diz Alex Savchenko, autor do estudo e pesquisador da Universidade da Califórnia, em nota. "Somos condutores. Nossos corações são extremamente bons em conduzir eletricidade. No cérebro, é a condutividade elétrica que me permite pensar e falar ao mesmo tempo", completa Savchenko. Pesquisadores também observaram que as células em laboratório crescem melhor no grafeno e se comportam mais como células do organismo quando estão na presença do material. Marcapasso é hoje um instrumento utilizado para controlar batidas do coração Zephyr/ZEP/Science Photo Library/Arquivo AFP Como foi feito o experimento Pesquisadores geraram células cardíacas a partir de células da pele doadas. Depois, cultivaram essas células em laboratório; mais especificamente, no grafeno. Como o material gera eletricidade por meio da luz, cientistas tiveram que encontrar a melhor maneira para fazer com que luz fosse controlada. "Ficamos surpresos com o grau de controle e flexibilidade que o grafeno permite", disse Savchenko. "Você quer que as células batam duas vezes mais rápido? Não tem problema - você apenas aumenta a intensidade da luz", continua. A equipe também ficou surpresa com a ausência de toxicidade da substância, o que também permitirá que o material seja utilizado em organismos vivos no futuro. "Normalmente, se você introduzir um novo material em biologia, você espera encontrar um número de células mortas no processo", disse Savchenko. "Mas nós não vimos nada disso".
  6. Saída ao lado externo da estação foi realizada para mover dois aparelhos de refrigeração. Astronauta percebe que esqueceu cartão de memória da câmera durante caminhada espacial Um dos astronautas americanos que realizou uma saída ao espaço na quarta-feira (16) para verificar o funcionamento e mover dois aparelhos de refrigeração na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) esqueceu de colocar o cartão de memória da câmera GoPro para captar imagens da atividade. Trump quer privatizar Estação Espacial Internacional, mas enfrenta resistência do Congresso americano Durante o trabalho de manutenção, o astronauta (Drew Feustel ou Ricky Arnold) mantém comunicação com o centro de controle em Houston, e pergunta sobre o fato de ter apertado o botão para gravar e ter visto o aviso "no SD Card". "Isso significa que eu preciso disso (do cartão) para gravar? E se a câmera estiver gravando, é esperado que ela exiba uma luz vermelha?", perguntou o astronauta. Depois de algum tempo de silêncio, o interlocutor no centro de comando avisa que, se o cartão de memória estivesse na câmera, ela poderia gravar e exibiria a luz vermelha. Essas caminhadas espaciais são rotineiras. Esta é a de número 210 na história da ISS, que começou a funcionar em 1998.
  7. Sitio1
    Atingido pela lava de um vulcão, o sítio Joya de Cerén foi encontrado intacto; pesquisadores ainda procuram sinais de restos humanos. Joya de Cerén, en El Salvador, é um sítio arqueológico com características únicas Getty Images "É uma cápsula do tempo extraordinária". Assim define o arqueólogo Payson Sheets o sítio arquelógico Joya de Cerén, local descoberto por ele em El Salvador. O espaço é conhecido como Pompeia da América, mas Sheets prefere não se referir ao lugar dessa forma. "Seria me gabar demais", diz à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC. A comparação com a cidade italiana, cuja população de milhares de pessoas foi morta por uma erupção do monte Vesúvio no ano 79, ocorre porque a lava que destruiu Joya também preservou a arquitetura e os artefatos da época, que permanecem nas posições em que estavam no momento da tragédia. Os especialistas concordam que Joya de Cerén é um local singular e um dos sítios arqueológicos mais importante do mundo. Isso porque ele mostra restos muito bem preservados de uma aldeia pré-colonização na Mesoamérica. A importância do local é tanta que a Unesco declarou Joya de Cerén patrimônio da humanidade, em 1993. Una de las habitaciones encontradas en Joya de Cerén MINISTERIO DE CULTURA EL SALVADOR O que aconteceu? Joya de Cerén era uma aldeia habitada por uma comunidade maia. Por volta do ano 600, uma erupção do vulcão Ilopango destruiu o local. No entanto, segundo evidências encontradas por arqueólogos, a maior parte dos moradores teve tempo para fugir. "No caso de Joya de Cerén, as pessoas não tiveram tempo de levar suas coisas. Precisaram escapar da erupção do vulcão, que ficava a somente 600 metros de onde moravam", explica Sheets. O professor Sheets, que realizou numerosas escavações na região nos últimos 40 anos, diz que a população conseguiu escapar porque a erupção do vulcão ocorreu em fases. "Primeiro caiu uma massa fina de grãos sobre as plantações, como milho e mandioca e cobriu também o telhado das casas. A segunda fase foi mais violenta e explosiva, deslocando a água do rio. Depois, vieram outras fases que converteram o lugar em uma cápsula do tempo", diz. O professor Payson Sheets durante uma de suas escavações em Joya de Cerén PAYSON SHEETS Recriação digital de uma casa em Joya de Cerén PAYSON SHEETS Joya de Cerén, em El Salvador, nomeada patrimônio da humanidade pela Unesco em 1993 PAYSON SHEETS 'Com a boca aberta' Após as sucessivas e violentas erupções, Joya de Cerén foi totalmente sepultada. Os restos da aldeia permaneceram preservados por quase 1.400 anos. Em 1978, um pouco por curiosidade e também por sorte, o professor Sheets, que realizava uma pesquisa em El Salvador, deparou-se com uma estrutura coberta de cinzas em uma escavação que havia sido feita por uma construtora dois anos antes. "Assumi que se tratava de uma erupção recente, de uns 100 anos. Cavei um pouco mais, pensando que acharia algum diário ou estrutura de metal, mas só encontrei objetos antigos clássicos. Para mim não fazia sentido, porque eu estava a apenas cinco metros de profundidade. Era um enigma", diz o arqueólogo, em entrevista por telefone. "Peguei algumas amostras, fiz o teste de datação por radiocarbono (método que consegue determinar a idade de algum material) e os resultados mostraram que elas tinham 1.400 anos. Não me lembro quanto tempo fiquei de boca aberta", conta Sheets. "Me dei conta de que não havia nada no mundo moderno com uma preservação desse tipo", diz. Uma espiga de milho coberta de cinzas manteve sua forma PAYSON SHEETS Entre os utensílios maias há vasos e pedras para moer PAYSON SHEETS Acidente histórico A preservação é uma grande preocupação dos pesquisadores. "Não há muitas 'Pompeias' no mundo porque o grande problema que os arqueólogos enfrentam é a preservação", diz Robert Rosewig, professor do departamento de Antropologia da Universidade de Albania, em Nova York. Quando ocorrem erupções ou inundações é muito frequente que esses sítios desapareçam, sejam destruídos ou desmoronem. Por isso, uma área preservada como a de Joya de Cerén é quase um acidente histórico", explica Rosenwig. 'Comer as evidências' Foram encontradas centenas de sementes com 1.400 anos de idades PAYSON SHEETS "A comida que foi deixada em vasilhas permaneceu. Encontramos um vaso de cerâmica com centenas e centenas de sementes de abóbora. Depois de 1.400 anos, num clima tropical, as sementes não mudaram de tamanho, forma ou peso. Elas estavam apenas com um pouco de poeira ", conta Sheets. "Pensei em comer apenas uma semente para saber se o gosto havia mudado, mas depois decidi que não: os arqueólogos não devem comer suas evidências", diz, gargalhando. O que foi encontrado em Joya de Cerén? Em quase 40 anos de escavações, o professor encontrou 10 edificações ainda inteiras. Entre elas há casas, bodegas, uma cozinha e um prédio religioso e um edifício cívico onde se reuniam os líderes da comunidade para solucionar problemas locais. Há outra estrutura onde se guardavam e preparavam alimentos para cerimônias e festas, diz o site do parque arqueológico de Joya de Cerén. "Nas escavações foram encontradas sementes de feijão, urucum, milho e mandioca, além de um banho de sauna temazcal ou sauna seca, uma estrutura única em sua categoria, já que em toda a Mesoamérica não foram encontrados temazcal ainda em pé", afirma Johnny Ramos, administrador do parque arqueológico. Em Joya de Cerén foi encontrado um temazcal, também conhecido como saudas, onde os maias faziam rituais MINISTÉRIO DE CULTURA DE EL SALVADOR Além disso, também foram encontrados cerâmicas, tigelas, copos e jarros que usavam como celeiros, assim como pedras de moagem, entre outros elementos. Muitos deles estão expostos em museu no sítio de Joya de Cerén. "Cada vez que fazemos escavações, encontramos insetos muito bem conservados", diz Ramos, que assegura que as pesquisas continuam. Ele não descarta a possibilidade de restos humanos serem encontrados. Para o professor Sheets, Joya de Cerén "nos dá a oportunidade de descobrir como era a vida cotidiana" naquela época. "Conhecemos muito sobre a elite maia, suas pirâmides, seus hieróglifos… Joya de Cerén é uma janela que nos mostra a riqueza da vida de gente comum", diz Sheets.

Localização e Contatos

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